Tailândia

A selva urbana de Bangkok pela experiência do hotel The Siam

Por @nosdoisnomundo

Bangkok é aquela cidade que pairava no nosso imaginário como um lugar completamente agitado: ruas fervorosas, trânsito pesado e baladas sem fim. Mas a hospedagem no hotel The Siam nos garantiu ver a cidade por outro ângulo e vivencia-la em um outro ritmo.

O desembarque no aeroporto de Suvarnabhumi e a recepção proporcionada pelo The Siam já nos deu um indicativo de como ia ser nossa experiência por lá. Fomos recebidos logo na saída do avião por um representante do hotel, que nos guiou pelo aeroporto para fazer todo o processo de imigração, declaração de saúde, retirada de malas e embarque no carro com motorista que já nos esperava (é um serviço pago à parte).

Estávamos bastante cansados, depois de quase 48 de viagem desde Brasília, e só queríamos chegar ao nosso quarto e descansar. Mas, ao pisarmos no The Siam , sentimos de imediato uma completa sensação de renovação: após um drink de boas vindas, nos conduziram pelo hotel que mais parecia um refúgio de luxo no meio da natureza .

Era um hotel de luxo, de fato, mas ao mesmo tempo simples, ornamentado por art decó e de frente para o Rio Chao Phraya , que corta toda a cidade.

Nos levaram então para nossa suíte, que nos deixou boquiabertos! Era deslumbrante, elegante e muito confortável.

Com mais de 100 m2, o quarto tinha janelas do chão ao teto com vista para o rio e um banheiro que mais parecia tirado de uma palácio. Uma pequena sala também ocupava o espaço, com minibar e um lounge no qual poderíamos passar horas.

Mas não tínhamos tempo a perder. Tiramos um cochilo rápido e acordamos a tempo de ver o pôr do sol, que é um dos ícones de Bangkok . Pegamos o barco do The Siam , que funciona como um shuttle cortesia que leva os hóspedes aos principais pontos da cidade à beira-rio.

Esse transfer funciona em horários pré-definidos, mas você também pode pedir para o seu mordomo particular (sim, todo hóspede tem seu mordomo !) para organizar no horário que melhor convier. Romântico e perfeito para fugir do tráfego.

Além disso, proporciona um passeio delicioso, passando por vários pontos turísticos às margens do rio enquanto se chega à próxima atração.

Escolhemos um programa bastante clichê para a primeira noite, mas que não poderia ficar de fora do nosso roteiro: tomar drinks no Sirocco bar , um dos rooftops mais conhecidos do mundo e que ficou famoso por causa do filme “Se beber, não case”.

Bom, tomar drinks – no plural – era a intenção, rs. Mas ficamos perplexos com os preços (e olha que não somos de economizar em viagem) e logo abortamos a ideia. Pedimos um único cocktail , apenas pra marcar simbolicamente o momento. O valor? R$ 150,00 (na época) distribuídos em um mini copo, sem graça, e que não desceu nada redondo, rs. De verdade, só recomendo ficar por lá se estiver rasgando dinheiro. Isso porque qualquer um pode subir e apreciar a vista, que é o que realmente importa do lugar.

E atenção pra uma pegadinha: para os desavisados de plantão – que foi o nosso caso, rs – o prédio que abriga o Sirocc o, o Lebua at State Tower tem outros bares, mas o único que tem a vista realmente deslumbrante é o Sirocco , que fica no 65º andar.

É lá que fica também o conceituado restaurante Mezzaluna , comandado pelo chef estrelado Ryuki Kawasaki’s, que levou duas estrelas Michelan . Mas, dizem, é preciso deixar uma grande fortuna por lá para degustar um menu completo.

Optamos por finalizar a noite no restaurante do nosso hotel, o Chon , muuuuito charmoso. Com mesas ao ar livre e iluminação à luz de velas e vista para o rio , era um lugar delicioso pra um jantar especial. A comida era também maravilhosa. Fomos logo descansar, pois o dia seguinte reservava muita agitação.

Levantamos de madrugada, desregulados em nosso horário biológico, e nos arrumamos com calma para o dia de passeios que viria. Tomamos um café da manhã delicioso e, às 8h em ponto, o nosso guia particular, o Thea , nos esperava na recepção.

Aqui, vale abrir um parêntese: resolvemos contratar um guia porque tínhamos pouquíssimo tempo na cidade para desbravar o “bê-a-bá” das atrações de Bangkok . A ideia era ir direto aos pontos certos, sem perder tempo nos perdendo e, além disso, contando com toda a explicação histórica por quem realmente entende. E, o melhor: em português !

Sim...o Thea é dono da Experiência Tailândia , uma agência especializada em serviços de turismo no nosso idioma. Ele foi muito gentil e atencioso conosco, tornando nossa experiência muito mais maravilhosa. Além disso, é um excelente fotógrafo !

Para contata-lo, basta mandar uma mensagem pelo whatsapp no + 66830142144 ou um direct pelo @experiencia_tailandia .

Sabíamos de antemão que a Tailândia era um destino muito populoso de turista s, e que cada cantinho poderia ser disputado milimetricamente pra uma foto, e que filas gigantescas são comuns antes de entrar nos templos.

Mas, como fomos em fevereiro de 2020 - época em que começavam a pipocar os casos de COVID-19 -, encontramos uma outra Tailândia: vazia e, por certo, muito mais agradável de passear.

Por causa do surto do coronavírus (e também pelo nosso estilo de viajar), organizamos o passeio todo de forma privativa , e evitávamos entrar em qualquer lugar fechado que tivesse muitos turistas.

Visitamos os seguintes templos:

Grand Palace – o templo do Buda de Esmeralda

Wat Pho – o templo do Buda Deitado

Wat Arun – o templo do Amanhecer

Wat Traimit – o Buda de Ouro

Ficamos bastante impressionados com a beleza dos monumento s, com os detalhes das construções e, principalmente, com a devota espiritualidade dos monges que veem naqueles templos muito mais do que ornamentos: são uma conexão com um propósito maior.

Esse passeio nos tomou uma manhã, mas pudemos fazer tudo com calma e sem pressa.

Poderíamos usar a tarde para fazer outras atrações famosas em Bangkok , como uma visita ao mercado flutuante ou um passeio por Chinatown (mas, em uma situação onde a COVID-19 ainda era um problema mais restrito à China, acabamos por dispensar essa parte). O máximo que nos arriscamos para vivenciar uma experiência essencialmente tailandesa foi dar uma volta em um tuk-tuk . Afinal, essa é uma das marcas registradas de Bangkok !

Com tantas inseguranças e receio de contágio - aliado ao fato de que nosso hotel era extraordinário -, escolhemos passar a tarde por lá: almoçar e aproveitar drinks à beira da piscina, e também ver o pôr do sol do deck em frente ao rio.

Tínhamos planos de jantar no Sala Rattanakosin , muito bem recomendado por vários críticos gastronômicos e também pelo nosso hotel.

Ele fica à beira do rio, exatamente em frente ao Wat Pho . Além de ter um cenário privilegiado para o pôr do sol, a vista dele iluminado à noite é incrível! Mas, estávamos muuuuito cansados e com o jet lag forte como nunca! Dispensamos a atividade noturna em Bangkok e fomos descansar.

Sabíamos que estávamos perdendo muito da noite na cidade, mas nosso corpo pedia desesperadamente pra dormir. Bangkok é conhecida por sua alta gastronomia e restaurantes estreladíssimos como o Paste , o Bo.Lan , o Sra Bua e o Le Normadie at Mandarim Oriental . Para todos, é recomendável fazer reserva com antecedência.

Um dos passeios que lamentei muito não ter feito foi à Ayutthaya , a antiga capital do país. Fundada no século XIV, foi abandonada quatro séculos depois. Hoje é um dos destinos mais cobiçados pra um bate volta a partir de Bangkok , mas é recomendado reservar um dia inteiro só pra isso. A Experiência Tailândia também organiza idas pra lá.

De Bangkok , seguimos para o surpreendente Four Seasons Chiang Mai.

Nosso roteiro completo pela Tailândia você acessa aqui .

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